Textos

"O trabalho de Juliana Springhini não está preocupado com os detalhes ou a natureza de eventos específicos ou situações. Não há ação aqui, nenhuma indicação de causalidade. Ao invés disso, o trabalho conversa com a profundidade, a simplicidade e a pureza dos traços emocionais acentuados, distorcidos e muitas vezes reprimidos pelo prisma do tempo.

As imagens não gritam. Elas não exigem a pretensão da empatia superficial. Elas simplesmente pedem um momento de reflexão silenciosa e compaixão pela formidável eloquência da condição humana que compartilhamos e para com a qual assumimos a responsabilidade em comum.

Esta exposição é sobre as verdades emocionais não ditas que marcam indelevelmente a nossa existência. Como indivíduos, nós não seguimos um caminho comum durante a vida, mas todos compartilhamos um fio comum que tece um poderoso vínculo invisível, muitas vezes ignorado ou negligenciado na existência apressada da sociedade contemporânea - uma sociedade que nos pressiona a confundir voluntariamente a necessidade libertadora de compartilhar nossos estados emocionais com a do sentimentalismo banal. Parece-me que a falha em distinguir entre os dois pode conduzir a uma forma socialmente destrutiva de pobreza emocional."

 

SCOTT MACLEAY
Curador